Acabou o Natal e com ele finou-se a AUTONOMIA, a INSULARIDADE, a ECONOMIA.
O conjunto das medidas ontem anunciadas têm três consequências: o fim da AUTONOMIA, porque seremos geridos a partir da República; o fim da INSULARIDADE, porque não se tem em conta os custos de se viver num arquipélago; o fim da ECONOMIA, porque as empresas não terão capacidade de sobreviver com o garrote imposto. Não falo do fim das PESSOAS, porque essas vão continuar a viver, muito mal é certo, mas espero que despertas para o futuro e para a mudança.
Apesar da gravidade e da brutalidade das medidas, que irão vigorar por muitos e maus anos, anunciadas por aquele que é o nosso carrasco, que "apesar de perder em toda a linha transforma em vitória", como tão bem analisou o José Gomes Ferreira, na SIC.
A conferência de imprensa de Alberto João Jardim comprovou que estamos perante um verdadeiro ilusionista. O responsável pela situação económica e financeira que levou a Região à bancarrota e à consequente assinatura de um plano de assistência financeira, que na prática é o certificado de óbito da Autonomia, quer fazer crer aos madeirenses que está a salvar essa mesma Autonomia. Disse que esta era para "garantir o futuro", mas por 30 ou mais anos, vamos estar a pagar uma dívida e a ser geridos pela República. Disse que não aumentaria os impostos, aumentou-os e vem desdizer que tenha dito que não os aumentava. Disse que "não se concretizaram os catastrofismos anunciados pelas forças hostis", mas aplica medidas que vão empobrecer como nunca os madeirenses e afundar o que resta da economia. Outros fazem desaparecer pessoas e até aviões, mas não são nada quando comparados com os truques deste mestre na arte da ilusão. É o maior artista deste nosso circo.
Mas se ONTEM morreu a Autonomia, HOJE gostaria de relembrar todos os que estão entre nós e elegeram ou ajudaram a eleger Alberto João Jardim. Esta morte tem um criminoso e muitos cúmplices. Perdoamos mas não esquecemos.

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