Foto tirada na Marina do Lugar de Baixo
(não sei quem foi o artista, mas gosto!)
O Vice-Presidente do Governo Regional resolveu falar. Pelos vistos tem-se sentido de lado e no DN desabafou com mágoa, que "infelizmente" não tem sido ouvido. As "verdades" que decidiu partilhar com os madeirenses, constituiu na verdade, mais uma tentativa de atirar areia para os olhos dos madeirenses e um puxar de galões na luta de galos, naquela capoeira em que se transformou o PSD-M.
Aquele que foi o "pai" das sociedades de desenvolvimento, mais conhecidas como sociedades de endividamento, vem agora armar-se em salvador da "pátria madeirense" e reivindicar para si a medalha de ouro na negociação da Lei de Meios com Lisboa, com um "governo que nos era hostil", ao afirmar que conseguiu 750 milhões de euros. Se foi assim tão bom negociador com um governo hostil, então que negoceie com um governo amigo, como o é o do PSD-CDS, e salve os madeirenses deste colapso financeiro e social em que o Governo Regional nos colocou.
Da restante entrevista destaco a sua intenção de justificar o afundanço de mais 20 milhões de euros, oriundos da Lei de Meios, naquela que é a sua obra emblemática, a Marina do Lugar de Baixo, referindo que "o dinheiro é para a protecção do aterro" construído com os entulhos das ribeiras da zona oeste e que "não vai um cêntimo para a marina". Deve pensar que somos todos tolos... E como explica que se continue a retirar inertes da Ribeira da Ponta de Sol, local que não foi afetado pelo 2o de Fevereiro, e que com isso se ponha em causa a segurança daquela vila?
Fiquei ainda mais comovido, quando disse que os milhões de euros "são para cobrir o aterro e para que não haja um atentado ambiental e o mar leve aquilo tudo". É pena que não se tenha tido a mesma preocupação ambiental nas centenas de despejos de terras feitas para o mar em outras tantas obras desta Madeira Nova. Ou será que a sua veia ecológica só se aplica à Marina?

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