Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

QUEBRAR O CICLO


As medidas de austeridade apresentadas para a Madeira são conhecidas. São brutais! No seu conjunto negam qualquer hipótese de resolver os problemas da nossa economia e de reduzir as desigualdades socioeconómicas há muito enraizadas entre nós.

Condenam os madeirenses a um empobrecimento acentuado e a uma subvida . Podemos viver de muitas maneiras, mas há maneiras que não nos deixam viver. E é aqui que nos encontramos. Mas é também aqui que reside a capacidade de quebrar o ciclo. Tal só é possível através de uma ação coletiva, para a qual a mola política é imprescindível. Uma política de esperança e de credibilidade. Uma outra política. Uma política que busque a utilidade.

A utilidade não é mais do que uma tendência orientada para um certo fim. Como disse Espinosa, “os homens que buscam a sua utilidade sob a condução da razão, não apetecem para si nada que não desejem para os demais homens, e, por isso, são justos, dignos de confiança e honestos”. E é por aqui que temos de ir, porque “não há outra virtude tão própria do homem como esta – suavizar o mais possível as dores dos outros, fazer desaparecer a tristeza, devolver a alegria de viver, ou seja: o prazer” (Tomás Moro).

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